Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Dia 165

Hoje, supostamente, seria o 165 que eu tinha passado sem fumar.

Nem tenho escrito no blog porque, ultimamente, com a chegada do Verão (se é que isso é desculpa), e com a chegada de sucessivos almoços e jantares de anos, de despedida, e de outras mil e uma razões que existem para uma bela tardada ou noitada de copos, tenho fumado. Mas decidi voltar a escrever, e de continuar com a contagem de dias, porque continuo sem fumar no dia-a-dia, como fazia. O problema é que, nos últimos dois meses, só passaram dois fins-de-semana em que não fumei, pelo menos, um cigarro. Nunca fumei muito. Talvez o máximo que tenha fumado numa noite tenha sido cinco cigarros. Ah! E sempre no crava, claro!

A maior dificuldade que encontrei – e encontro, no fim de contas – em cumprir a minha promessa, prende-se com o facto de uma certa, digamos, descomplexação que surgiu em relação ao fumar na presença daqueles a quem eu menos pretendia “falhar”. Quando os olhares de desaprovação, que eu imaginei que me seriam lançados, desvaneceram, também os complexos que tinha em relação a isso desapareceram. Já fumei em frente aos meus pais, amigos e afins. Contudo, também existe uma realidade que me deixou um pouco decepcionado: o facto de ninguém parecer importar-se. Aliás, alguns deles é que me incentivam a fumar o “cigarrinho”.

Enfim, estou um pouco desiludido comigo próprio. É que, no momento, quase nem penso duas vezes em fumar. Mas depois, no dia seguinte, fica sempre um certo sentimento de culpa e desilusão. Já disse a mim próprio que não iria voltar a fazer o mesmo, mas parece que, cada vez mais, é algo inevitável. Pelo menos, enquanto forem apenas dois ou três por semana já não é tão mau quando eram catorze ou quinze por dia. Pelo menos isso…  

publicado por ZB às 10:58
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1 comentário:
De GM a 5 de Setembro de 2007 às 12:46
Deixei de fumar em Agosto de 2006. Durou até ao dia em que fumei "só um" depois de um café, em Dezembro de 2006. Voltei a largar o vício depois de a minha psique ter ganho com o argumento "vai ser este cigarro que vai provocar o cancro de te vai matar".

Tenho 29 anos e não quero fumar mais.

Perdi um pai para o cancro (deixara de fumar aos 40, morreu aos 51). Depois disso, participo num programa de investigação (como ex-fumador e filho de uma vitima de cancro do pulmão) com cães que detectam a possibilidade de desenvolver um cancro nas vias respiratórias. Em 7 cães, 5 detectaram a possibilidade de eu poder vir a contrair o 'bicho'...

Não quero fumar mais... não vale a minha vida!

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