Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

Dia 23

A última vez que fumei um cigarro foi na noite de 29 de Janeiro de 2007.

Hoje é o vigésimo terceiro dia desde que deixei de fumar.

 

Posso dizer que ontem foi o dia em que a “fome” mais apertou.

Uma tardada no café, entre petiscos, conversa, bola e minis, tornou-se quase um sacrifício quando, normalmente, não o deveria ser ou não o costumava ser.

 

Em muito contribuiu o facto de estarem constantemente a fumar perto de mim, algo que, em estado normal, não me faria qualquer diferença, mas com uma mini a mais no bucho, tornou-se num sério catalisador e indutor ao consumo da nicotina.

 

Apesar dos constantes olhares lascivos que aquela pequena caixa me lançou durante a noite inteira, consegui resistir às suas sucessivas investidas. Talvez porque estava na presença de outras pessoas. Pessoas que, certamente, esperam uma escorregadela a qualquer momento. Daí que surge também a necessidade de não dar “parte fraca”.

 

A caminho de casa, por entre ligeiros ziguezagues, o pensamento recaía em apenas uma coisa. “Vou para casa e vou fumar!” (pois... esqueci-me de referir que ainda tenho um maço e meio em casa... apesar de nunca mais lhe ter tocado sequer.) “Vou fumar uns cigarros e vou voltar a fumar.” “Vou fumar!”

 

Entrei em casa, ainda sem ter jantado – o que acabou por ser a salvação -, fui directamente ao sítio onde os cigarros estão guardados e tirei aquele que já se encontra encetado. Durante alguns segundos inalei profundamente aquele luxuriante aroma. Guardei-os. Pensei: “vou jantar e depois fumo uma bela cigarrada”. Imaginei-me em várias situações do amanhã, após ter voltado a fumar. Tais imagens fizeram-me sorrir.

 

Fui jantar.

 

Aquele «buzz» da cerveja estava a passar e a vontade de fumar controlou-se.

 

Não voltei a ir buscar os cigarros e consegui superar mais um dia sem fumar.

publicado por ZB às 17:08
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Dia 14

A última vez que fumei um cigarro foi na noite de 29 de Janeiro de 2007.

Hoje é o décimo quarto dia desde que deixei de fumar.

 

Bem me parecia que não seria sempre um “mar de rosas”.

 

O organismo começa finalmente a ceder, principalmente quando se encontra perante a tentação.

 

Há cerca de dois dias, que a vontade de fumar um cigarro tem vindo a aumentar. Principalmente na tarde de ontem, enquanto tive a beber umas minis.

 

Mas este aumento na necessidade de fumar um cigarro não está inteiramente relacionada com o consumo de álcool. Até na noite anterior, sonhei que tinha voltado a fumar!

 

Cada vez mais, apetece-me acender um cigarro e mandar esta ideia de «deixar de fumar» à fava! Afinal, ainda sou novo. Tenho muito tempo para deixar de fumar!

 

Penso isto vezes sem conta.

 

Acho que foi desta que luta começou a sério...
publicado por ZB às 16:28
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Dia 11

A última vez que fumei um cigarro foi na noite de 29 de Janeiro de 2007.

Hoje é o décimo primeiro dia desde que deixei de fumar.

 

Devo confessar que quando decidi criar este blog, quatro dias após ter deixado de fumar, pensei que iria preenchê-lo com fortes emoções vividas pela privação de nicotina a que me sujeitava.

 

Contudo, e ainda bem que assim é, nada do que eu esperaria que acontecesse está a suceder-se.

 

Não sei se a experiência é vivida de forma diferente de pessoa para pessoa mas, efectivamente, a experiência que eu estou a viver não é nada sofrível ou “hercúlea” como eu imaginava.

 

Julgo que deixar de fumar implica uma desabituação física à nicotina e uma capacidade psicológica para saber dizer “não”.

 

A parte psicológica, que eu julgava ser a mais difícil devido a algumas características peculiares da minha personalidade, tem sido relativamente fácil de ultrapassar. Ainda assim, durante um dia inteiro, existem vários momentos em que “me lembro” do cigarro. Existem ocasiões em que penso: “vou fumar um cigarro, que ainda sou novo” ou “que se lixe o «deixar de fumar», vou mas é fumar uma cigarrada». Ideias estas, fácil e rapidamente esquecidas e substituídas pelo “ainda bem que deixei de fumar” ou “sem fumar vivo melhor e mais tempo”.

 

E depois existem sempre as pastilhas ou rebuçados, que agora me acompanham para onde quer que vá, e os quais masco sempre que me lembro do cigarro.

 

Quanto à parte física, em que supostamente o corpo se liberta da nicotina ou da habituação à nicotina a que estava sujeito, julgo ainda ser cedo para passar por ela. Pelo menos disseram-me isso. Talvez após cerca de um mês de deixar de fumar.

 

Veremos o que o futuro dirá.
publicado por ZB às 16:59
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Dia 8

A última vez que fumei um cigarro foi na noite de 29 de Janeiro de 2007.

Hoje é o oitavo dia desde que deixei de fumar.

 

Não sei se ainda passou pouco tempo, mas a verdade é que esta odisseia (talvez seja um termo demasiado excessivo, mas pronto...) está a ser relativamente fácil.

 

Não apresento nenhum dos habituais sintomas que se costumam revelar em quem deixa de fumar.

 

Apetite - normal

Irritabilidade – normal

Ansiedade – zero

Dificuldades de concentração – zero

Necessidade de nicotina – fraca

 

Isto só para enumerar alguns.

 

Os benefícios, esses já se fazem sentir:

 

Os dedos e os dentes já não estão tão amarelados;

O hálito, principalmente o matinal, já é bem mais suportável;

O nariz encontra-se bem mais descongestionado;

Poupei 22 euros (2,75€ por maço).

 

Contudo, existem dois obstáculos a este processo de desabituação que me preocupam. O facto de sentir falta do cigarro em ocasiões em que normalmente estaria a fumar (por exemplo, depois do café, a determinada hora em que fumava rotineiramente), leva-me a ficar preocupado sobre como me comportarei perante dois tipos de situações:

 

1)     o já referido “copo a mais”;

2)     situações de stress, de nervosismo ou ansiedade.

 

Eu e a Sagres somos grandes amigos há muito tempo. E, sabendo que, mais tarde ou mais cedo, voltaremos a encontrarmo-nos, aí poderá residir algum perigo.

 

Situações de stress, de nervosismo desnecessário ou ansiedade desmesurada são comuns na minha vida. Nessas alturas, o cigarro era sempre a melhor companhia. E para não ficar sozinho durante muito tempo, fumava-os quase em cadeia.

 

Para já, ainda não me deparei com qualquer uma dessas situações. Por isso, serão provas às quais, em breve, serei certamente submetido.
publicado por ZB às 15:16
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Dia 7

A última vez que fumei um cigarro foi na noite de 29 de Janeiro de 2007.

Hoje é o sétimo dia desde que deixei de fumar.

 

Sete dias sem fumar. Quem diria... Ainda há pouco tempo respondia a quem me dizia “tens de deixar de fumar, que isso só te faz mal”, que deixaria de fumar quando chegasse aos trinta anos. Gostava de fumar e queria fumar durante mais algum tempo. Agora, bati o meu recorde de dias sem fumar: sete. Anteriormente, apenas tinha estado uma única vez sem fumar, devido a doença, e apenas durante quatro dias.

 

Devo dizer que, apesar de para alguns parecer insignificante, estou orgulhoso de mim próprio por ter alcançado este pequeno marco.

 

E, porque digo isto?

 

Digo isto porque, ao longo da semana fui anunciando à família, amigos, colegas de trabalho e outros mais, e as reacções recebidas foram quase na sua totalidade de descrédito. Que sejam... Para quem não sabe, decidi deixar de fumar por mim e não pelos outros. Não me interessam palavras de apoio ou palavras de desdém, venham elas de quem vierem.

 

Estou a fazer um esforço para deixar de fumar. Farei os possíveis para não recair mas, se tal acontecer, voltarei a tentar. As vezes que forem necessárias.

 

Sei que será difícil, mas este não é o primeiro vício de que me liberto. 

publicado por ZB às 11:25
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Sábado, 3 de Fevereiro de 2007

Dia 4

A última vez que fumei um cigarro foi na noite de 29 de Janeiro de 2007.

Hoje é o quarto dia desde que deixei de fumar.

 

Confesso que pensava que deixar de fumar seria bem mais difícil. Bem, também, por enquanto, ainda não tive de passar por nenhuma prova “a sério”, como as temidas noites de copos que, mais tarde ou mais cedo, chegarão e que poderão ser o cenário ideal para uma recaída. Mas, para já, até está a ser fácil.

É verdade que a minha paixão pelos cigarros é maior do que eu suspeitava. Não há uma hora durante o dia que passe sem que eu pense neles. Principalmente, quando o relógio do computador revela um determinado período em que, devido à rotina do dia-a-dia, seria hora de fumar um cigarro. A pior altura mesmo, é a que sucede um café. Involuntariamente, a mão alcança sempre o interior do bolso direito das calças em busca daquela pequena caixa vermelha e branca (eu fumava Português vermelho).

                                                        

Ontem, ao ler um artigo no Público online, deparei-me com esta afirmação, de um cardiologista indiano, chamado Sandeep Gupta: “Sabe que por cada cigarro que fuma perde 11 minutos de vida? Em média, a esperança de vida de um fumador é de menos dez anos do que um não fumador. Se parar de fumar, em 12 meses o risco já caiu em 50 por cento.”     

Foi então que decidi aplicar esta teoria de “cada cigarro = - 11 minutos de vida”, à minha vida. Fazendo contas por alto, fumei durante cerca de sete anos, numa média de 20 cigarros por dia. Normalmente, fumava apenas entre 16 e 18 por cada dia da semana, mas na maioria dos sábados e domingos, fumava quase sempre mais de um maço por dia. Às vezes até dois. Por isso, 20 cigarros por dia, durante sete anos, equivale a mais de 51 mil cigarros(!!!) fumados até há quatro dias atrás. Sinceramente, o número surpreendeu-me muito. Ingenuamente, claro. Pensava que o número seria inferior. Não sei porquê...

Ora, se cada cigarro equivale a 11 minutos de vida perdida, 51.100 equivalem a 562.100 minutos, o que perfaz 390 dias e algumas horas a menos na minha vida. Agora, resta saber se esses dias serão descontados durante a juventude ou durante a velhice...

publicado por ZB às 00:13
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